Defesa de Tese de Paulo Ditarso Maciel 14/6 8h30

postado em 24 de mai de 2013 08:19 por Nazareno Ferreira de Andrade
Candidato: Paulo Ditarso Maciel Junior
Título do trabalho: Gerenciamento de uma Infraestrutura Híbrida de TI Dirigido por Métricas de Negócio
Orientador(es): Francisco Vilar Brasileiro

Data: 14/06/2013
Horário: 8h30
Local: Auditório do CEEI

Banca examinadora: Luciano Paschoal Gaspary (UFRGS), Antonio Tadeu Azevedo Gomes(LNCC), José Antão Beltrão Moura (UFCG), Raquel Vigolvino Lopes (UFCG). 

Resumo: Com o surgimento do paradigma de computação na nuvem e a busca contínua para reduzir o custo de operar infraestruturas de Tecnologia da Informação (TI), estamos vivenciando nos dias de hoje uma importante mudança na forma como estas infraestruturas estão sendo montadas, configuradas e gerenciadas. Nesta pesquisa, consideramos o problema de gerenciar uma infraestrutura híbrida, cujo poder computacional é formado por máquinas locais dedicadas, máquinas virtuais obtidas de provedores de computação na nuvem, e máquinas virtuais remotas disponíveis a partir de uma grade peer-to-peer (P2P) best-effort. As aplicações executadas nesta infraestrutura híbrida são caracterizadas por uma função de utilidade no tempo, ou seja, a utilidade produzida pela execução completa da aplicação depende do tempo total necessário para sua finalização. Tomamos uma abordagem dirigida a negócios para gerenciar esta infraestrutura, buscando maximizar o lucro obtido, definido como: a utilidade produzida pela execução das aplicações, menos o custo dos recursos computacionais utilizados para computá-las. Aplicações são executadas utilizando poder computacional local e da grade best-effort, quando possível. Qualquer capacidade extra requerida no intuito de melhorar a lucratividade da infraestrutura é adquirida no mercado de computação na nuvem. Também assumimos que esta capacidade extra pode ser reservada para uso futuro através de contratos de curta ou longa duração, negociados sem intervenção humana. Para contratos de curto prazo, o custo por unidade de recurso computacional pode variar significativamente entre contratos, com contratos mais urgentes apresentando, geralmente, custos mais caros. Além disso, devido à incerteza inerente à grade best-effort, podemos não saber exatamente quantos recursos serão necessários do mercado de computação na nuvem com certa antecedência. Superestimar a quantidade de recursos necessários leva a uma reserva maior do que necessária; enquanto subestimar leva à necessidade de negociar contratos adicionais posteriormente. Neste contexto, propomos heurísticas que podem ser usadas por agentes planejadores de contratos no intuito de balancear o custo e a utilidade obtida na execução das aplicações, com o objetivo de alcançar um alto lucro global. Demonstramos que a habilidade de estimar o comportamento da grade é uma importante condição para estabelecer contratos que produzem alta eficiência no uso da infraestrutura híbrida de TI.
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