Exame de Qualificação: 29/11/2010, 08:30.

postado em 10 de nov de 2010 02:45 por Hyggo Oliveira de Almeida   [ 10 de nov de 2010 02:52 atualizado‎(s)‎ ]
Aluno: Paulo Ditarso Maciel.
Título: Gerenciamento de uma Infra-estrutura Híbrida de TI Dirigido por Métricas de Negócio.
Local: Auditório do LSD.
Banca Examinadora: Francisco Brasileiro, PhD, DSC/UFCG (orientador), Antonio Tadeu Azevedo Gomes, DSc., LNCC, Luciano Paschoal Gaspary, UFRGS, Raquel Vigolvino Lopes, DSc, DSC/UFCG, José Antao Moura, PhD, DSC/UFCG.
Data: 29/11/2010.
Hora: 08:30.

Resumo: Com o surgimento do paradigma de computação na nuvem e a busca contínua para reduzir o custo de operar infra-estruturas de Tecnologia da Informação (TI), estamos vivenciando nos dias de hoje uma importante mudança na forma como estas infra-estruturas estão sendo montadas, configuradas e gerenciadas. Nesta pesquisa, consideramos o problema de gerenciar uma infra-estrutura computacional híbrida de alto-desempenho, cujo poder computacional é formado por máquinas locais dedicadas, máquinas virtuais obtidas de provedores de computação na nuvem, e máquinas virtuais remotas disponíveis a partir de uma grade peer-to-peer (P2P) best-effort. Cada um destes recursos tem um custo diferente. As aplicações executadas nesta infra-estrutura híbrida são caracterizadas por uma função de utilidade, ou seja, a utilidade produzida pela execução completa da aplicação depende do tempo total necessário para sua finalização. Tomamos uma abordagem dirigida a negócios para gerenciar esta infra-estrutura, buscando maximizar o lucro obtido, definido como: a utilidade produzida pela execução das aplicações, menos o custo dos recursos computacionais utilizados para computá-las. Aplicações são executadas utilizando poder computacional local e da grade best-effort, quando possível. Qualquer capacidade extra requerida no intuito de melhorar a lucratividade da infra-estrutura é adquirida no mercado de computação na nuvem. Também assumimos que esta capacidade extra pode ser reservada para uso futuro através de contratos de curta ou longa duração, negociados sem intervenção humana. O custo por unidade de recurso computacional pode variar significantemente entre contratos, com contratos mais urgentes apresentando, geralmente, custos mais caros. Além disso, devido à incerteza inerente à grade best-effort, podemos não saber exatamente quantos recursos serão necessários do mercado de computação na nuvem  com certa antecedência. Super-estimar a quantidade de recursos necessários leva a uma reserva maior do que necessária; enquanto sub-estimar leva a necessidade de negociar contratos adicionais posteriormente. Neste contexto, propomos heurísticas que podem ser usadas por agentes planejadores de contratos no intuito de balancear o custo e a utilidade obtida na execução das aplicações, com o objetivo de alcançar um alto lucro global; e demonstramos que a habilidade de estimar o comportamento da grade é uma importante condição para estabelecer contratos que produzem alta eficiência no uso da infra-estrutura híbrida de TI.

Agradecemos a sua presença.